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24 de abr de 2013

“Como seres humanos, estamos acostumados a nos basear fortemente nos pensamentos, seja para ter um senso de si mesmo ou para informações sobre os outros e o mundo. Essa tendência habitual de se basear em pensamentos cria uma crença na separação. Quanto mais nos baseamos no pensamento, mais sentimos que cada pensamento aponta para uma coisa separada. O sofrimento, a busca e o conflito nascem dessa crença na separação. O sofrimento pessoal nasce porque nos identificamos com o fluxo de pensamento em nossas mentes. Se uma onda de pensamentos for negativa, experimentamos sofrimento emocional e mental. Mesmo quando parece ser positiva, pode haver sofrimento pois tentamos defender ou proteger essa boa imagem quando nos sentimos ameaçados de alguma maneira. Esse sistema de crença é também a causa da busca. Quando acreditamos que somos separados, pensamos nós mesmos como estórias separadas existindo no tempo. Em cada ponto dentro dessa estória, nos encontramos no meio de um filme interminado chamado “Minha vida”.

O passado parece incompleto, e só o futuro parece poder trazer a plenitude. Isso resultado em uma busca constante em direção ao futuro. Nós perseguimos repetidamente a felicidade futura, mas parece que nunca encontramos contentamento de maneira permanente. Nesse senso de separação, vemos a nós mesmos frequentemente como deficientes em algo; “Não sou bom o suficiente”, “Não estou lá ainda”, “Sou incapaz de ser amado”, “Sou inadequado”, “Sou inseguro. Essa percepção de deficiência nos impele a busca e tentar controla ou a mudar outras pessoas e situações, numa tentativa de consertar essa deficiência. Enquanto nos identificarmos com essa estória de deficiência, não poderemos encontrar contentamento estável, paz, amor e plenitude.

Esse sistema de crenças é também a razão pela qual nós experimentamos conflito. A separação nos faz sentir desconectados das outras pessoas e da própria vida; há uma percepção de separação especial. Quando nos sentimos como objetos separados, acreditamos que esses outros objetos (incluindo as pessoas) tem o poder de nos ameaçar ou reduzir quem somos. Isso nos impele a querer estarmos certos e a tornar os outros errados. Para cada certo, há um errado; e nós clamamos sermos o certo e assim fazemos nosso oponente (quem quer que seja que esteja em conflito conosco) errado. Ao estarmos certos, nos construimos. Isso protege o frágil centro do ego de se sentir diminuído ou ameaçado. Infelizmente, esse é exatamente o motivo pela qual nos colocamos em conflito.”


~ Scott Kiloby, no livro “Living Realization“

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