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24 de abr de 2013



“Viver intensamente” tornou-se o leitmotiv do homem moderno. Trata-se de uma hiperatividade compulsiva sem qualquer pausa, sem brecha de tempo não-agendado, por medo de se encontrar consigo mesmo. Pouco importa o significado da experiência, desde que ela seja intensa. Vêm daí o gosto e a fascinação pela violência, a exploração, a excitação máxima dos sentidos, os esportes radicais. É preciso descer as cataratas do Niágara dentro de um barril, só abrir o pára-quedas a alguns metros do solo, mergulhar a cem metros de profundidade em apnéia. É preciso arriscar a vida por aquilo que não vale a pena ser vivido, superar-se para ir a lugar nenhum. Então, liguemos a todo volume cinco rádios e dez televisores ao mesmo tempo, batamos a cabeça no muro e rolemos na graxa e no óleo diesel. Isso sim é viver plenamente!

Sentimos que a vida sem atividade constante seria fatalmente insípida. Amigos meus que foram guias em excursões culturais na Ásia contaram-me que seus clientes não conseguiam suportar a menor brecha no itinerário. “Não há mesmo nada agendado entre as cinco e as sete?”, perguntavam eles, ansiosos.

Temos, ao que parece, muito medo de olhar para nós mesmos. Estamos completamente focados no mundo exterior, da maneira como é experienciado pelos cinco sentidos. Parece ingênuo acreditar que uma busca tão febril de experiências intensas possa levar a uma qualidade de vida rica e duradoura.

Se dedicamos algum tempo para explorar nosso mundo interior, só o fazemos sonhando acordados, fixados na imaginação e no passado, ou fantasiando infinitamente sobre o futuro.

Um sentimento genuíno de realização, associado à liberdade interior, também pode oferecer intensidade a cada momento da vida, mas de um tipo muito diferente. Trata-se de uma experiência cintilante de bem-estar interior, em que brilha a beleza de cada coisa. Para que isso ocorra é preciso saber desfrutar o momento presente, com vontade de alimentar o altruísmo e a serenidade, trazendo para o amadurecimento a melhor parte de nós — modificar a si mesmo para melhor transformar o mundo.

''Felicidade - A pratica do Bem Estar''

“Como seres humanos, estamos acostumados a nos basear fortemente nos pensamentos, seja para ter um senso de si mesmo ou para informações sobre os outros e o mundo. Essa tendência habitual de se basear em pensamentos cria uma crença na separação. Quanto mais nos baseamos no pensamento, mais sentimos que cada pensamento aponta para uma coisa separada. O sofrimento, a busca e o conflito nascem dessa crença na separação. O sofrimento pessoal nasce porque nos identificamos com o fluxo de pensamento em nossas mentes. Se uma onda de pensamentos for negativa, experimentamos sofrimento emocional e mental. Mesmo quando parece ser positiva, pode haver sofrimento pois tentamos defender ou proteger essa boa imagem quando nos sentimos ameaçados de alguma maneira. Esse sistema de crença é também a causa da busca. Quando acreditamos que somos separados, pensamos nós mesmos como estórias separadas existindo no tempo. Em cada ponto dentro dessa estória, nos encontramos no meio de um filme interminado chamado “Minha vida”.

O passado parece incompleto, e só o futuro parece poder trazer a plenitude. Isso resultado em uma busca constante em direção ao futuro. Nós perseguimos repetidamente a felicidade futura, mas parece que nunca encontramos contentamento de maneira permanente. Nesse senso de separação, vemos a nós mesmos frequentemente como deficientes em algo; “Não sou bom o suficiente”, “Não estou lá ainda”, “Sou incapaz de ser amado”, “Sou inadequado”, “Sou inseguro. Essa percepção de deficiência nos impele a busca e tentar controla ou a mudar outras pessoas e situações, numa tentativa de consertar essa deficiência. Enquanto nos identificarmos com essa estória de deficiência, não poderemos encontrar contentamento estável, paz, amor e plenitude.

Esse sistema de crenças é também a razão pela qual nós experimentamos conflito. A separação nos faz sentir desconectados das outras pessoas e da própria vida; há uma percepção de separação especial. Quando nos sentimos como objetos separados, acreditamos que esses outros objetos (incluindo as pessoas) tem o poder de nos ameaçar ou reduzir quem somos. Isso nos impele a querer estarmos certos e a tornar os outros errados. Para cada certo, há um errado; e nós clamamos sermos o certo e assim fazemos nosso oponente (quem quer que seja que esteja em conflito conosco) errado. Ao estarmos certos, nos construimos. Isso protege o frágil centro do ego de se sentir diminuído ou ameaçado. Infelizmente, esse é exatamente o motivo pela qual nos colocamos em conflito.”


~ Scott Kiloby, no livro “Living Realization“

A PRISÃO DO APEGO - OSHO

"Amor é a capacidade de estar só"
Você deveria ser capaz de estar só, completamente só e, ainda assim, tremendamente feliz. Então, você pode amar.
Então, seu amor não é mais uma necessidade, mas um compartilhar, não mais é uma carência. Você não se tornará
dependente das pessoas que você ama. Você compartilhará - e compartilhar é bonito.

Mas o que comumente acontece no mundo é: você não tem amor, a pessoa que você pensa que ama não tem
nenhum amor em seu ser também, e ambas clamam pelo amor do outro. Dois mendigos mendigando entre si. Como
resultado, as brigas, o conflito, a contínua rixa entre os amantes - a respeito de coisas triviais, coisas imateriais, coisas estúpidas!
Mas continua-se brigando.

O conflito básico surge porque o marido acha que não está recebendo o que tem direito de receber, a mulher acha que
não está recebendo o que tem direito de receber. A mulher acha que foi enganada e o marido também acha que foi
enganado. Onde está o amor?
Ninguém está preocupado em dar, todo mundo quer receber. E quando todo mundo está atrás de receber, ninguém
recebe. E todo mundo se sente perturbado, vazio, tenso.

A fundação básica está faltando, e você começa a construir o templo sem a fundação. Ele irá cair, desabar a qualquer
momento. E você sabe quantas vezes seu amor ruiu. E, ainda assim, você prossegue fazendo a mesma coisa
repetidamente. Você vive em tal grau de inconsciência! Você não vê o que você tem feito à sua vida e à vida das
outras pessoas.

Você continua, como um robô, repetindo o velho padrão, sabendo perfeitamente bem que você já fez isso antes. E
você sabe qual tem sido, sempre, o resultado. E lá no fundo você também está ciente de que vai acontecer o mesmo novamente - porque não há nenhuma diferença. Você está se preparando para a mesma conclusão, o mesmo
colapso.

Se há algo que você deve aprender do fracasso do amor, é: torne-se mais consciente, mais meditativo. E por meditação eu quero dizer a capacidade de estar alegre sozinho. Muito raras pessoas são capazes de estarem felizes sem
absolutamente nenhuma razão - simplesmente sentar-se em silêncio e completa felicidade!

Os outros acharão essas pessoas loucas, porque a idéia de felicidade é que ela tem que vir de alguém. Você encontra
uma linda mulher e você fica feliz, ou você encontra um homem belo e você fica feliz. Sentar-se em silêncio em seu
quarto e feliz?! Feliz desse jeito!? Você deve estar louco!As pessoas vão suspeitar que você está usando alguma
droga, que você está chapado.

Sim, a meditação é o LSD definitivo. Ela está liberando seus poderes psicodélicos. Está liberando seu próprio esplendor
aprisionado. E você se torna tão alegre, surge uma tal celebração em seu ser, que você não necessita de nenhum
relacionamento. Você pode se relacionar com as pessoas...
E esta é a diferença entre relacionar-se e relacionamento: relacionamento é uma coisa: você se apega a ele; relacionarse é um fluxo, um movimento, um processo. Você encontra uma pessoa e você ama, porque você tem muito amor disponível".